| Marouane Hajji e o conjunto Akhawane El Fane | Quinta-Feira 7 de Julho de 2011 |
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There are no translations available. O sufismo marroquino O sufismo marroquino existia desde os primeiros séculos da hégira em Marrocos. A sua influência prolongou-se para Leste, até ao Egipto, para Norte na Andaluzia muçulmana e para Sul até ao Sara e aos países da África Ocidental. Os « chorfas » (ligados à família do Profeta) Skalli de Fez são os descendentes do venerado santo Moulay Ahmed Skalli. A « zaouïa » Moulay Ahmed Skalli foi fundada no Século XVII. É ainda hoje o lugar onde se pratica de forma regular o dhikr e o samaâ.Moulay Ahmed Skalli (1700-1763) exercia a profissão de vendedor de perfumes no bairro Attarine onde se dedicava na sua perfumaria a uma leitura iniciática. Aquando da sua morte, os seus discípulos compraram uma casa e enterraram-no nela. Transformada em « zaouïa » por causa do santuário, ela continua a ser frequentada e nela ainda se praticam as invocações em comum (wadifa) uma vez por semana geralmente à quinta-feira à noite e mais recentemente à sexta-feira. As invocações (dikhr) e o canto (sama’) de acordo com um ritmo estudado levando à dança extática (jadbah), sob o controle de um moqqadem ou de uma outra pessoa da assistência que se coloca no meio do círculo dos discípulos. O Samâa de Fez soube atravessar os séculos enriquecendo-se com a chegada dos Árabes de Espanha após a queda de Granada em 1492. Marouane Hajji (nascido em Fez em 1987) prolonga directamente esta herança que, desde muito novo, sabe moldar vocalmente a seu modo, favorecendo a procura do êxtase tão desejado neste repertório sagrado. Marouane é originário de uma família sufi e é graças ao ensinamento do Cheikh Haj Mohammed Bennis, que tão bem conhece os cânticos destas confrarias com que aguardamos muitas vezes a noite, com as vozes perdendo-se no enfiamento das ruelas da maior Medina do mundo oriental magrebino.
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